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Hidamari Sketch e o costume de assistir algo

A expectativa era que fosse do nível de Aria, mas não foi. Porém…

Hidamari Sketch é um Slice of Life produzido pelo estúdio de fapação artística visual SHAFT, tem um total de 44 episódios até o momento e está dividido em três temporadas de 1-cour cada, junto de três especiais com 2,3 episódios cada. A primeira temporada foi ao ar em janeiro de 2007 na TBS, e na próxima temporada (outubro) já está confirmada a 4º temporada. O mangá de autoria de Ume Aoki (conhecida pelo character design de Mahou Shoujo Madoka Magica) está em publicação desde 2004 na revista Manga Time Kirara e conta com seis volumes encadernados até agora. O mangá é publicado nos EUA pela editora Yen Press. O anime conta a história de uma jovem garota chamada Yuno, finalmente aceita na escola de arte Yamabuki, que ela desejava. Para frequentar a escola, Yuno se muda e começa a viver em um pequeno apartamento em um prédio chamado Hidamari, localizado perto da escola. Uma vez lá, ela começa a fazer novos amigos, como sua colega de classe Miyako e as alunas do segundo ano, Hiro e Sae. Os acontecimentos da vida das personagens são mostrados todos os dias em que frequentam a escola em conjunto e conhecem melhor umas às outras.

Me acostumei, Miyako diva.

Sim, eu me acostumei com o anime para realmente começar a gostar dele.

A primeira temporada começa de uma forma não linear e isso me prejudicou muito na hora de gostar do anime. O normal de todos os Slices que eu já assisti é apenas apresentar todas e depois parte para a “história”.

Hidamari pula essa parte, tendo um episódio na 2ª temporada que poderia facilmente abrir o anime. Isso mesmo, o anime só põe o episódio que poderia abri-lo depois de 14 episódios. É confuso e é chato. Você não conhece as personagens, você fica ali e sente tédio provavelmente. Você vê as personagens ali conversando, mas não sabe quem são direito. O sentimento é de raiva, mas isso passa, já que…

Você se acostuma, sim, se você tiver um pouco de paciência. A partir da segunda temporada você começa a se acostumar com tudo. Aquele mundinho dali, as personagens não ficam mais tão desconhecidas como no começo… Quando começa o processo de “acostumação”, a magia acontece, e bam! Não tem volta, você começa a gostar.

As personagens são um belo material de waifus, mas nenhuma é retardada (ainda bem, Madoka iluminou esse anime). Elas são meninas legais, com um certo grau de pureza e fan service yuri óbvio de qualquer anime que tenha mais mulheres que homens vai ter. Começa o processo de enxergar o que você não enxergava antes nas personagens. O mundo da série começa a se mostrar legal, o tédio some, você se adapta e fica viciado.

O mais legal é que fica percebível o quanto este acaba sendo importante. K-ON! chupou dessa manga. Hidamari oferece um grupo de garotas moes sendo moes. Diferença sutil, mas aqui se mostra muito delas fazendo as artes, e com a entrada de novas personagens isso não se perde, continua sendo meninas moes sendo moes, mas com mais meninas moes ainda, uma overdose.

Isso vai ficando melhor a cada momento que se passa. Quanto mais você conhece as personagens, mais o prazer do Slice of Life aumenta, juntamente da comédia pastelão bem divertida que dá a sensação de que finalmente você está se divertindo.

O treco vai ficando tão cada vez mais sensacional que a cada temporada que se passa você vai gostando cada vez mais até das OPs. A primeira é morna, vi a menos de uma semana e nem lembro como ela era; não baixei e talvez baixe só para ver se lembro como ela era. A coisa esquenta na segunda temporada, onde a música de abertura vira um disco muito divertido de se ouvir, ao maior estilo de músicas que você baixa, põe o som alto e dança um Gangnam Style improvisado para a música. O vocal é o mesmo, mas a música evolui por si só, fica mais divertida, mais gostosa de ouvir. Quando menos nota, ela vai abrir sua playlist de músicas. Maldita SHAFT, por que és tão boa? Isso tudo com as Openings 2 e 3, que são gostosas até de se ouvir; a 3 principalmente é genial, o trabalho vocal dela é magnífico, é uma pessoa cantando por quatro personagens, parabéns aos produtores.

Hidamari me trollou na primeira temporada. Parecia ser algo chato e eu fiquei no sentimento: “Pra que to vendo isso mesmo? Eu to realmente esperando um Aria disso aqui?” Com o tempo, o estilo de animação que só a SHAFT tem me fez me acostumar. Parou de me incomodar. Na primeira temporada, é bem perceptível que a grana ali era bem baixa, como de qualquer 4-koma. A partir da segunda vemos uma melhora, o uso de frames aumenta, o esperado de algo que fez o relativo sucesso (ah vá, tem quatro temporadas, óbvio que fez).

Enfim, não é um Aria, não tem filosofia de vida por trás, não tem o prazer supremo de um Slice of Life supremo. É um anime que depois que se acostuma é algo gostoso de assistir. Numa ordem prioritária dos Slice of Lifes que eu já vi, ficaria em 11º aproximadamente. Isso considerando que eu já vi mais de 72 animes do gênero (contando OVAs, mas não na contagem geral. fonte). Assistam e tirem suas próprias conclusões, mas já aviso, a Miyako é minha, tira os zóio.

4 comentários em “Hidamari Sketch e o costume de assistir algo

  1. kkk! Bom texto, as suas reações ao assistir foram exatamente as mesmas que eu. Principalmente na segunda temporada, tipo, quando eu comecei a assistir pensei algo como: “Essa não deveria ter sido a primeira?!” – Mas as personagens são cativantes, cada uma a seu modo, mas Miyako é a mais sem noção com certeza! kkk! Morro de rir com ela! Embora minha personagem favorita da série ainda seja Sae, gosto de todas sem exceção (talvez não tanto da Nori) e a Nazuma é fofa demais! – Sobre Aria, também já ví todas as temporadas, um anime maravilhoso. E apesar de tanto ele como Hidamari serem slice-of-life, não conseguiria comparar, já que são tão diferentes, Aria é algo mais maduro. – Bom, aguardemos ansiosos para poder velas novamente, só acho que vou me sentir triste quando chegar a hora de Sae e Hiro se formarem.😦

    • A autora vai dar um jeito de continuar com as duas xD, só ver K-ON! que continuou aquela história paralela da Azusa com as novas membras do K-ON e ao mesmo tempo as veteranas na faculdade xD

  2. Depois de rever a primeira temporada uns dois meses atrás, nos últimos dias eu tenho revisto a segunda temporada para depois continuar com a terceira e, assim, poder iniciar a quarta – que por curiosidade vi o primeiro episódio assim que lançou, e infelizmente achei bem fraquinho.

    Creio ser algo natural com a maioria dos animes desse tipo; se acostumar. A primeira temporada, no geral, foi tediosa demais de se ver, e só consegui suporta-la por conta da Miyako – eu a vi primeiro, cai fora… -; porém, na metade da segunda temporada eu já estava afeiçoado à fofa Yuno, e com o tempo até Sae e Hiro caíram no meu gosto – sem contar o pobre diretor cabeçudo…

    Agora na terceira não me apeguei ainda à Nori e Nazuna, mas penso que o processo será o mesmo – com a Nori sei que será mais fácil, já Nazuna não me deixou uma boa impressão, superando a Sae em timidez e a Yuno em atrapalhadas .

    Do que você falou eu só discordo num ponto, sendo algo que até citei brevemente numa matéria que fiz sobre a SHAFT no blog que participo; a falta de uma ordem cronológica na narração. Para mim isso deixou o anime mais interessante, pois saiu daquele cronograma de “Primavera, Golden Week, Verão, praia, festival, Outono, Inverno, Natal etc” que engessa muito a história. É curioso ver um episódio que se passa em outubro, quando as garotas já estão íntimas umas das outras, e depois no episódio seguinte você ser jogado para maio, época em que ainda estavam se conhecendo – sem contar pequenos fatos num primeiro momento estranhos que vão se explicando sozinhos assim. E também, dessa forma, evitam o máximo que podem o “fim” do anime, que seria quando Sae e Hiro se formassem – se bem que quatro temporadas já foi demais (pra qualquer anime seria), acho muito improvável ter mais do que isso no futuro.

    Enfim, deixo-lhe ficar com Hiro, ela cozinha bem. Da Miyako eu tenho até um chaveiro, mas se você tiver um pôster assumo a derrota (e perguntarei onde você conseguiu um).

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