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Diário de Bordo #01.5 – Jinrui wa Suitai Shimashita

Jinrui wa Suitai Shimashita é bom demais para ser anime, like a Mawaru Penguindrum. Bem-vindos ao Diário de Bordo #01.5, concluindo esse maravilhoso anime.

Jinrui wa Suitai Shimashita é um anime produzido pelo grupo AIC e com patrocínio da Marvelous AQL, no estúdio AIC A.S.T.A. A história é baseada na série de light novels escritas por Romeo Tanaka, considerado pelos japoneses um dos melhores escritos da atual geração. A novel também ganhou uma adaptação em mangá em Janeiro desse ano, na revista seinen Ikki (Dorohedoro, Saraiya Goyou, Ride Back, Bokurano), com desenhos do novato Rei Neyuki.

Conta a história de um futuro onde os seres humanos estão vivendo séculos de declínio na sua população, a tal ponto de que hoje a Terra é o reino das fadas, pequenas criaturas com 10 centímetros de altura, muito inteligentes e que adoram doces. Shujinko é uma humana com um trabalho muito importante: ela é a mediadora entre as fadas e os humanos. Ela escolheu esse trabalho por pensar se tratar de uma tarefa simples, porém, depois de conhecer as fadas, ela percebe que não é bem assim.

Quando Madoka acabou, tiveram alguns animes que receberam 10, mas foram poucos. Boa parte foi continuação de coisas passadas. Dos mais novos nesse meio tempo, dois conseguiram que foram Penguindrum, Nichijou e… Fate/Zero. Fate/Zero por motivos mais desconhecidos, Penguindrum por motivos de altos surtos, pode-se dizer.

Mas todos que eu citei eram coisas de 2010, 2011… ainda não tinha um AOTY digamos… digno de ser AOTY. O AOTY é uma coisa fodíssima, para mim ele sempre precisa ser uma animação nova, e esse ano estava bem difícil de sair. Nas duas temporadas anteriores, os campeões foram Nisemonogatari, Natsume Yuujinchou Shi e Fate/Zero 2nd. Desses, apenas Nisemongatari ganhou a nota 10 por méritos próprios, afinal, eu dei 9 para Bakemonogatari, que garantias tinha de um 10? (lembrando que continuações recebem a mesma nota do anterior com uma reavaliação para ver se o nível melhorou ou não). Até então, se eu fosse dizer quem era o AOTY de 2012, seria Nise, por pura falta de concorrência. O anime da SHAFT é sexy e bem feito, caiu como uma luva na linda temporada de Janeiro. Continuando a história, a temporada menos aguardada pelo pessoal (esta costuma ser aquela que os japoneses mandam coisas sem grandes expectativas) é uma passagem, prova disso é que o único 2-cours que tivemos nessa foi SAO e Muv-Luv, o resto continuação ou 1-cour.

Jinrui é bom demais para ser anime. Depois de meses sem alterar o top 10, alguém conseguiu me divertir a ponto de fazer dois posts, aliás, diga-se de passagem, Diário de Bordo estreou com Jinrui não foi à toa.

Jinrui é um anime mágico, não apenas pelas suas fadinhas inexplicadas, mas que tem um encanto sobrenatural e me fazem achá-las fofas, ao mesmo tempo em que eu sinto medo delas. Onde tem uma personagem digamos pouco carismática, mas que por incrível que pareça fez me apaixonar, e digo sem nenhuma vergonha que tenho mais de 300 prints desse anime, a maioria closes da principal, o resto é as fadinhas ou o Assistente.

Jinrui se tornou um anime inesquecível para mim por ser como na minha infância. Uma criança chegou para mim e falou: “Vamos brincar?” e eu topei.

Jinrui foi uma grande brincadeira crítica da humanidade, um anime divertido e com aquela complexidade que um adulto tenta entender o “por que afinal criança gosta tanto de brincadeiras tão boas”, enquanto ele joga um jogo num videogame, e a criança não entende o motivo dele gostar da mesma forma.

Jinrui me trollou, mas foi prazeroso. Ele não fez selo de qualidade e conseguiu me fazer rir, refletir, só faltou chorar, sério. Foi tão prazeroso quanto punheta para garota inédita, e oh wait, vou falar disso aqui não.

Com aquela OP disco remetendo a nada do anime, com aquela dança que não é nada criativa, com aquela ED que faz tanto sentido quanto uma pessoa drogada, os dois me marcaram. Foi a OP/ED mais ouvida do ano, superando a OP de Mouretsu e a ED de Tagome.

Personagens estranhos, mas que eu gostei tanto que eu não quis me separar. Chorei ao ter que me despedir, igualmente em Aria, mas graças a Madoka, nosso agente secreto infiltrado no Japão diz que a série fez sucesso.

Aquela coisa non-sense divertida. Não experimentava algo assim desde Nichijou, aquele anime lindo da Kyoto Animation que ninguém viu e só não fracassou graças ao mangá que disparou nas vendas.

O primeiro anime que vai para o top de uma forma merecida, a emoção é gigante, o recomendarei para sempre. Será aquele que vai estar na ponta da língua, talvez agora a frente de Madoka. Porque sim, eu gosto mais de Jinrui do que de Madoka. Vai ser aquela coisa: “Amigo me recomenda um anime curto?” “Assiste, Jinrui wa Suitai, se você estiver preparado”.

A preparação mental para esse não é pouca, ele é um anime apenas pipocão. Claro que pode ser assistido sem precisar disso, mas a graça está em refletir, achar o motivo de aquilo estar ali, como aquilo é na vida real, o motivo de estar sendo criticado.

Os personagens frios se tornaram um ponto crucial para mim, eles me divertiram demais.

A Watashi é a personagem mais sem carisma que eu já vi, mas essa própria falta de carisma fez me apaixonar por ela. Aqueles olhos verdes, aquela pele branquinha, e o cabelão rosa que parece ser muito gostoso de ir lá e bagunçar. Ela acabou se tornando uma das waifus favoritas do ano, talvez a do ano.

As fadas seguiram sem explicação, não sei o que elas são afinal, e provavelmente nunca vou saber, já desisti.

O ritmo que parece ser episódico se tornou uma fora dos padrões. Era complicado. Se você ver por ver, vai perder detalhes. Os detalhes vão sendo jogados lá, você entende se realmente prestar atenção, se não, se fode ae nego.

Enfim, com o fim do Jinrui, um dos blogs que inspiraram esse aqui está indo pro brejo, o Subete Animes, que fez a versão semanal dos posts de Jinrui. Jaz em paz Subete, você foi um bom blog e como infelizmente o Nishima recusou que eu fosse o novo dono do Subete, fica meu tributo aqui no final desse post: tentaremos ao máximo ser como o Subete foi. Aqui jaz o Subete, mas seu legado continua. Se o título de Jinrui traduzido fica “A Humanidade está em Declínio”, eu assumo a responsabilidade de não deixar ao menos a blogsfera ficar pior. Aguardem novidades e adeus Subete e espero que meu tchau para Jinrui seja apenas temporário. Junte as duas partes de Jinrui que você vai entender o quanto eu amo isso e o quão épico o número mágico de palavras nos dois posts somados ficou.

Um comentário em “Diário de Bordo #01.5 – Jinrui wa Suitai Shimashita

  1. Parecia ter polêmica no tuíter sobre essa postagem.
    Onde estão os flames?

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