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O desejo de cumprir seu dever e ir embora de Era Uma Vez na Anatólia

Expectativa e lentidão, essas duas palavras definem bem este filme, um filme lentíssimo, mas que não é ruim. Era Uma Vez na Anatólia (Bir Zamanlar Anadolu’da no original) é um filme Turco-Bósnio que mescla esses sentimentos em suas arrastadas 2 horas e meia de filme.

Sinopse: A vida em uma pequena aldeia é semelhante a uma viagem em plena estepe: existe a impressão que algo de novo e diferente vai surgir por trás de cada colina, mas vemos sempre as mesmas estradas monótonas, estreitas, que desaparecem para depois continuar.

Esse filme não é para fracos, não mesmo. Esse filme entra fácil numa lista de filmes mais arrastados que eu já vi. O filme é literalmente parado demais em excesso e isso irrita. Dava pra correr com o filme e cortar 50 minutos e ficar com a mesma experiência e resultado finais.

Mas isso é a parte ruim do filme, ela quem afasta muito dos filmes, então a recomendação é que assista ao filme sem nenhum sono, afinal, o aviso já foi dado acima.

O filme mesmo com sua lentidão passa uma sensação de desconforto, devido ao seu ritmo lento, você se sinta da mesma forma que os polícias na investigação mostrada no filme.

Nisso vem a expectativa de que aconteça algo durante o filme, o filme mostra bem a chateação que é um pequeno caso e ter que desvenda-lo sob condições bem chatas.

O diretor conduz bem a história em seus mais de 150 minutos, que mesmo arrastados, desenvolvem bem toda a trama com seus diálogos no ponto para a história, além da paisagem e o sentido de obrigação em querer acabar com tudo e ir para casa.

Existem algumas pequenas tramas que se desenrolam em camadas – uma dessas histórias sobre a procuradoria e o provável o suicídio de sua esposa; A história Comissário sobre o seu filho doente e sua experiência sobre o crime onde ele diz: – Em 20 anos, invariavelmente, ele se deparou com o papel da mulher como uma causa em todos os crimes que investigou (antifeminista!?) a história suspeita sobre seu filho; história do médico sobre o seu divórcio; história Mukhtar sobre problemas de sua aldeia e sobre sua filha (Cansu Demirci), com as pessoas e os mortos da vila.

A captura de cenas é tão bem feita que existam até citações como a de uma maçã nova descendo pela colina e indo de encontro a maçãs podres, uma clara referência à linha de vida humana, aonde nascemos e no fim terminamos na terra apodrecendo.

Ceylan chegou à idade com este cinema. Ele tem seu próprio estilo de narrativa cinematográfica, que muitos na dieta comercial não puderam digerir, mas ele tem esse conhecimento profundo do cinema como um meio. Leia Ceylan para entender como ele evoluiu como diretor: “A colocação de uma câmera como a elevação deve ser depende das linhas retas que se vê na tela.” Realmente magnífico! Ceylan começou com uma equipe de uma pessoa em seu primeiro filme (ele próprio) para o progresso de uma equipe de 14 técnicos neste filme. Não é preciso dizer mais. Agindo de todo o elenco é brilhante! É Ceylan mostrar todo o caminho!

O prêmio ganhou o prêmio não ganhou o prêmio em Cannes não foi a toa, o filme é ótimo, mesmo que seja arrastado, um filme para poucos, mas para poucos que irão assistir e poderão apreciar o filme.

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