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No fim: Vale ou não ler Bakuman?

Conhecido e hypado pelos seus famosos autores, Takeshi Obata e Tsugumi Ohba – desenhista e roteirista de “Death Note”, respectivamente -, “Bakuman” começou a ser publicada na mais famosa e importante revista de mangas do Japao, a Weekly Shounen Jump, em 2008 e trazia como proposta algo não muito comum para um shounen: uma historia sobre mangakas com a ambição de serem os melhores.

“Bakuman” vem de “aposta”. E é sobre isso que a historia e toda sobre. A aposta de tantos num mercado tão competitivo e complicado como o dos quadrinhos japoneses. Um sonho de tantas crianças nipônicas, mas só poucos vão chegar ao topo.

Fazendo um resumo da historia agora. Logo no começo somos apresentados a Mashiro Moritaka, um garoto exímio nos desenhos e completamente apaixonado por sua colega de classe, Azuki Miho, mesmo que nunca tenha tido uma conversa real com ela. Assim, certo dia, descontraído, ele começa a desenhar a garota de seus sonhos no caderno durante a aula. Ao final do dia, saindo da escola, ele percebe que esqueceu seu caderno na sala e volta para busca-lo. La encontra Takagi Akito, o genio da classe, vendo seu desenho. Impressionado pelo desenho, diz para Mashiro seu sonho: se tornar um mangaka. Da Shounen Jump, alem do mais. E pede suas habilidades artísticas para isso. Mashiro prontamente recusa, havia desistido deste sonho anos atras por causa da morte de seu tio, Kawaguchi Tarou, um mangaka que desenhou para a Jump e morreu de tanto trabalhar, e no ostracismo.

Takagi então tenta o persuadir dizendo que vai a casa de Azuki dizer para ela que Mashiro e apaixonado por ela. Desesperado, ele corre ate o local e encontra seu colega falando para sua amada que eles queriam fazer mangas. Ela achando isso maravilhoso, diz para os mesmos que seu sonho era ser uma dubladora, e promete um dia dublar uma adaptação de seus quadrinhos. Neste momento o rumo que o manga tomaria e definido. Mashiro, inspirado pela paixão que seu tio um dia tivera pela mãe de Azuki, pergunta para ela se gostaria de se casar com ele no dia que ela fosse a “seiyuu” de seu anime. Ela aceita. Mas ate la nao poderiam mais se encontrar. E assim comeca a jornada dos dois jovens em busca de seus sonhos.

Com a dupla formada e nomeada de “Ashirogi Muto” (A-zuki MASHIRO takaGI, nome criado por Kaya Miyoshi, a melhor amiga de Miho e namorada de Takagi) vemos seu empenho em tentar fazer oneshots bons e participar dos premios da revista, assim conhecendo Hattori-san, seu editor, e muitos outros mangakas rivais. Tentando, falhando, se reerguendo. Apostando.

A vida dos dois se transforma pela completa obsessão em ser publicado o mais rápido possível, depois de ver um garoto de idade proxima, Nizuma Eiji, se tornar autor de uma serie da Jump.

Com o tempo eles conseguem destaque entre os novatos, e ganham logo a chance de publicar um mangá.

“Bakuman” então se foca em como os dois tentam fazer um hit. Um mangá de sucesso.

Do que uma historia precisa para ser interessante e vendável? Será que o traço vai influenciar tanto nas votações semanais sobre a qualidade das obras? Precisamos colocar mais batalhas para termos uma serie shounen que possa ser popular?

Essas duvidas, tão comuns e frequentes com autores reais (só ver que “Katekyo Hitman Reborn” começou como comedia no mundo real) também aparecem na serie. E um manga bastante metalinguistico sobre o mercado no qual os proprios autores trabalham.

Sim, sim. Existe fantasia, coisas absurdas, vilões, arcos de historia (uns bons, outros nem tanto – muitos desnecessários). Alias, muitos veem isso e o amor surreal de Mashiro e Miho como falhas do manga. Creio ser algo mais de opinião. Afinal de contas, continua sendo um manga destinado a um publico jovem.

A historia vai se desenvolvendo lentamente, cada capitulo de “Bakuman” se leva mais tempo para ler que os demais títulos da revista. Provavelmente pela quantidade de diálogos entre os personagens.

Outro fator importante e que da o tom a obra e a quantidade de sub-tramas e personagens secundários. Praticamente somos a apresentados a todos os grandes autores da Jump da época de Mashiro e Takagi. Vemos seu desenvolvimento, conhecemos seus mangas, historias de vida e o quanto sofrem tambem em busca de um sucesso. Particularmente, acho o ponto forte do manga. O “autor extremamente negativo”, Hiramaru, sendo o meu personagem preferido.

Curiosamente a obra e um tanto quanto critica a certas atitudes que o setor editorial impõe aos mangakas, mas parece também ter se enrolado um pouco no meio. Ao ponto de apresentar tramas e personagens que, posteriormente, se percebe que não adicionaram NADA na trama, a não ser numero de capítulos.

Também temos alguns exageros que passam do limite do aceitável. O manga foi criado para ser realista e tudo bem, e fantasia, mas dentro de uma obra você não pode ultrapassar os limites, no inicio impostos dentro dela.

Tantos pontos positivos e negativos transformam “Bakuman” numa salada de bons e maus momentos, mas no geral ele cumpriu seu papel como manga semanal, ao menos para mim. Foi um entretenimento agradável por muitas semanas. Talvez o ler todo de uma vez não seja tão bom, mas não posso julgar neste sentido.

Com o capitulo final (o qual achei um tanto fraco – faltaram algumas cenas que queria ver) o manga termina com 175 capítulos, vindo de 2008 ate 2012 como um dos carros chefes da Weekly Shounen Jump. Adaptado ja em 2 temporadas de anime, e já com a terceira confirmada, “Bakuman” ainda será muito discutido e comentado.

Para alguns um começo forte e desenvolvimento de historia e traços fracos. Para outros uma serie estável que sempre alternou de arcos interessantes para outros nem tanto.

Quem procura um shounen diferente, mas que mantenha os eternos lemas e ideias da Weekly Shounen Jump, “Bakuman” e uma ótima opção. Para aqueles que esperam um retrato realista e algo que fuja do shounen normal, e provável que se decepcionem.

Para os demais, joguem os dados.

Quem sabe vocês deem sorte com essa aposta.

Por Lucca

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