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Um texto sobre o gosto moderno dos otakus

“Eu não vejo dessa forma. Pra mim, embora o anime tenha de tempo em tempo se adaptado aos novos públicos, no final ele está a mesma coisa. Antigamente existiam animes ruins e bons. Hoje em dia existem animes ruins e bons. A diferença está no público que ele alcança. As crianças e adolescentes de hoje não são os mesmo de antigamente, como os de antigamente não são os mesmo dos de antes deles e assim por diante. Logo é muito mais alto a probabilidade de você curtir algo que foi feito para adolescente da sua época do que para os adolescentes de hoje.

No ínicio dos anos 90, os fãs que estavam acostumados com o jeito dos animes dos anos 70-80 reclamavam dos SDs, que na época começavam a se fazer muito presentes nos animes. Diziam até que o SD era o câncer que iria matar a indústria dos animes. Há uns anos atrás até hoje os fãs que começaram a ver animes nos anos 90-primeira metade de 2000 reclamavam do Moe que começava a invadir os animes e muitos dizem que o Moe é o câncer que irá matar a indústria. Você percebe a similaridade? Esse tipo de coisa é cíclica.

Pra você ver como realmente muda...

Muitos dos que não gostam como os animes estão hoje, falam que não gostam de Mecha também (Mecha sempre está no TOP3 dos gêneros que os ocidentais menos gostam). Só que nos anos 70-80, a cada 10 animes 6-7 eram de Mecha. Em outras palavras, eles reclamariam ontem, reclamam hoje e reclamarão amanhã. É o ciclo que nunca terá fim. Sabe aquele papo de velho “Há, mas no meu tempo era melhor”? Isso se aplica a tudo, músicas, filmes, livros, e claro anime & mangá.

Eu também reparei algo muito curioso em muitas pessoas que dizem que os animes antigos são melhores dos que hoje em dia. Normalmente quando eu vou ver a lista dela, ela viu uns 20 animes antigos sendo que eles são justamente o TOP20 daquela época. Você vê onde eu quero chegar? Ela viu os melhores, e ignorou as bombas que passaram junto com eles. Não quero dizer que o que ela fez é errado, longe disso. E também não estou levando em conta o gosto pessoal nem outros elementos que pesam como a nostalgia. Mas ainda assim fica difícil cravar algo assim sem parecer leviano. É a mesma coisa se em 2020 a pessoa ver os animes de 2000 e começa a falar que eles são melhores que os novos. Mas quando você analisa, ela viu só os TOP de 2000, ignorando as bombas que passaram como Mars of Destruction, Eiken, Legend of Duo e etc. Para nós que fomos bombardeados pelos bons e ruins de 2000, o tipo de visão é muito diferente.

Se desempolgar com os animes é normal. A maioria das séries é voltada para o público infanto-juvenil. Quando você vai passando da idade, normalmente vai se perdendo o pique. Mês passado eu recebi uma mensagem de um amigo que não via a muito tempo e ele comentou que que ele não gostava mais de ver animes. E isso é absolutamente normal. Eu diria que eu sou o “anormal” da história, hahaha.

Então por eu ter um gosto amplo em relação aos animes, gostando e ficando empolgado tanto com os antigos quanto com os novos e até mesmo não ligando as vezes quando os clichês são repetidos, fica mais fácil assistir muitos. Para você pode ser até difícil engolir isso, mas acredito que é da mesma forma que é difícil para alguém que assistiu meia dúzia de animes engolir o quanto você viu. É uma questão de padrão.”

Agora sim, eu digo “olá” a todos os meus leitores, você deve estar se perguntando, afinal, por que diabos eu coloquei um texto de mais de 600 palavras para só agora iniciar o texto?

Bom, se você não leu o título eu repito pra você: “Um texto sobre o gosto moderno dos otakus”, isso estréia um novo quadro no blog, apenas chamado de Review, porquê eu decidi falar sobre isso é bem simples: o que você leu acima é um comentário na minha MAL, mais precisamente feito pelo Saks-sensei, pra mim é o que pode se chamar um “otaku fora do comum”, mas por que fora do comum?

Apenas por ele não ter o mesmo preconceito que 99,9% dos otakus, otakinhos, weeabos, qualquer definição a uma pessoa que goste de animes tenha.

Eu como usuário ativo do Twitter, eu vejo gente de todos os tipos, passo por todos os tipos de situações, muitos me odeiam, muitos não gostam de mim e estão doidos pra me dar aquele unfollow gostoso, e claro aqueles que gostam de mim e que gostam desse blog, o que tá longe de ser anormal, afinal sou pupilo de um humano chamado Panino Manino.

Eu não sei nada sobre ele de verdade, jamais ouvi sua voz, jamais vi uma foto sua muito menos sei qual seu nome de verdade e muito menos imagino como é que ele seja.

Mas o que o Panino Manino tem a ver com isso tudo? Não é complicado dizer, nossos temperamentos são difíceis, de se aturar as vezes, podemos ser tanto engraçados quanto chatos.

Nosso gosto é uma coisa complicada de se entender, eu não tento nem entender porque ele não gosta de Fractale e nem ele tenta entender o porquê de eu gostar.

A frase que gosto não se discute e o que quero pôr em prática com esse texto, por quê? Porque eu quero e gosto sim, se discute.

A primeira citação que quero fazer começa no primeiro parágrafo, aquilo é algo interessante de se discutir, pelo simples motivo: O gosto parece cada vez menos pessoal e cada vez mais ligado a moda do momento.

Vamos analisar o seguinte, porque um anime antigo não me agrada muito? Pois muitos são longos e enrolados, dizem que Macross 7, se eu não me engane, poderia ser resumido em 13 episódios e ia ter o mesmo impacto que teve com seus mais de 30 episódios.

O Otakismo disse e eu repito e concordo: “Anime com mais de 26 episódios tem que ser MUITO épico para que eu assista hoje em dia.”

Afinal, vamos concordar, animes dessa faixa são magníficos, são bem construídos, tem um início, meio e fim e tudo isso sem realmente ter aquele pra aquela enrolação e filers, é apenas mais bem planejado e mais bem feito e pronto.

Mas provavelmente vai ter você, que discorda do que eu citei ali que animes de 26 episódios são os melhores, isso já criou uma discussão de gostos, e levando ao que eu disse: “Gosto se discute sim”.

Também não vou dizer a você que ainda está lendo isso que não existem animes com mais de 26 episódios ruins, afinal, eu acompanho quase toda a Jump nos animes e ainda vejo Fairy Tail, mas esses animes não tem enrolação? Tem, claro que tem. Funcionaria em 26 episódios? Não. Estamos falando de Shounens semanais, eles são a grande moda dos leitores, eles nunca teriam poucos episódios porque não daria certo, apenas isso.

Mas vamos ao caso de Marmalade Boy, já começo dizendo que nunca vi e muito menos li o mangá, mas o motivo de eu citar ele é bem SIMPLES e FÁCIL.

Como alguém me explica um mangá de 8 volumes e 40 capítulos quando é adaptado para anime se transforma em um anime de 76 episódios? A explicação nem é muito difícil de entender: O anime é lotado de enrolação, uma adaptação assim hoje em dia viria em quantos episódios? 26.

Mas o que isso tem a ver com gostos? É bem simples, quem viu Marmalade Boy na época que saiu reclamou? Não. E quem viu agora? Provavelmente reclamou de ser longo demais.

O gosto virou padrão de época, agora vamos a outra citação: “Muitos dos que não gostam como os animes estão hoje, falam que não gostam de Mecha também (Mecha sempre está no TOP3 dos gêneros que os ocidentais menos gostam). Só que nos anos 70-80, a cada 10 animes 6-7 eram de Mecha. Em outras palavras, eles reclamariam ontem, reclamam hoje e reclamarão amanhã. É o ciclo que nunca terá fim.”

Sim, isso é a mais pura verdade, afinal, vamos dar uma olhada aqui, a seção por gêneros da MAL, a parte do gênero Mecha.

Se você realmente olhou, chegou a seguinte conclusão: A Maior parte dos mechas está nos anos 70~90 e em grande maioria e o pessoal gosta? Em maior parte, não. O mesmo hoje em dia acontece com o moe.

O Moe não é o câncer da indústria, o câncer é você e o gosto moderno.

Afinal, se você visse o moe nos anos 70~90, você reclamaria naquela época e hoje apreciaria. A vida é assim, nossos gostos já são influenciados por todos e nós nem notamos.

Afinal, bombas sempre existiram, é fácil reclamar de um anime e continuar vendo ele.

É fácil dizer que 2011 foi um lixo apenas vendo Double-J, IS, Oretachi e afins e apenas ignorar que tiveram animes maravilhosos como Madoka, Nichijou, Steins;Gate e entre outros.

O problema não está no moe, está no que você assiste apenas para reclamar, afinal iDOLM@STER, que é o melhor anime com foco no moe de todos os tempos, ninguém vê, mas ver um IS ou um câncer como High School DxD assistem.

E não, eu não condeno fanservice, existem sim casos onde o Fanservice fica tão bem empregado que o anime se torna bom e agradável, meu problema está com aqueles que são apenas isso, e pior aqueles que reclamam daquilo, se não gosta é bem simples: DROPE E VÁ VER ALGO BOM COMO PRINCESS TUTU, afinal se você tem tempo pra perder com ecchis que não gosta, tens pra ver Tutu.

Uma vez me disseram o seguinte: “Você assiste de tudo, com isso não sabe distinguir o bom do ruim”, essa foi a maior merda que eu já li, e foi dita pela RizyRizy.

Porque exatamente isso está errado? Porque se você não assiste de tudo, você não consegue ter surpresas, vamos pensar um pouco, mas só um pouco, seria possível eu ter dado a nota 10  a Princess Tutu se eu não tivesse me arriscado a ver?

Afinal, Princess Tutu é um anime sobre Balé e Contos de Fadas, e bem, eu nunca fui muito interessado nos dois. Uma pessoa que não vê de tudo, é por medo de se surpreender, afinal temos Phi Brain, um anime pra crianças me fascinando, porque não ver algo fora dos padrões em busca do mesmo?

Quem não arrisca não petisca, e o preconceito do otaku moderno só está trazendo cada vez menos animes a sua lista.

Talvez um dia quando o otaku parar com preconceito, todos poderemos curtir o moe nos bons animes que ele pode proporcionar.

Mas claro esse texto não termina assim, não, ele não vai receber uma parte 2 e jamais vai receber, o que foi dito aqui deve ser analisado e entendido por você, você deve rever seus conceitos e buscar o fim de tudo que foi dito aqui, aqueles que estão de acordo eu dou aquele bom aperto de mão e a quem não concorda, apenas posso me lamentar e a vida assim continua.

Obrigado por ler até o fim, eu e a Marika agradecemos e esperamos seu comentário, além de sua leitura em futuros posts.

25 comentários em “Um texto sobre o gosto moderno dos otakus

  1. Então com o tempo tem uma outra questão além do gosto. Não é que eu não goste Fractale, é que eu acho ruim, mal feito.

    Tem vezes que um anime até se enquadra dentro do que gostamos e queremos ver, mas ele não é bom, é mal executado e no final, por mais que tenha elementos que te agradem, no final você acha ruim e que perdeu seu tempo.

    Fractale e C eram animes dentro dos meus gostos, eu não apostei que eles iriam me agradar, eu simplesmente fui pelo meu gosto e no final acabou que não correspondeu. Mesmo compatível com meu gosto foi um desperdício, teria sido melhor se eu tivesse escolhido ver algo fora do meu gosto preferencial que fosse bom e agradasse.

    Tem essa questão de que nem tudo que você não gosta é demais para te impedir de gostar de assistir. Depende apenas da qualidade da série.

  2. Gostei do texto.
    Eu sou do tipo que não gosta de mechas, mas tem como anime preferido Code Geass.
    Não sou muito chegada a moe, mas adorei k-on! E nem me acho contraditória. Depende muito do que você assiste e se aquilo tem qualidade ao seus olhos.
    Tem série que tem moe e é ruim e tem série que tem moe e é boa. Moe não é diferencial de qualidade e muito menos de ruindade. Como Usagi Drop, cheio de moe “benigno” (ou seria bem utilizado??).
    E tudo depende da época, cada geração tem suas peculiaridades. Nós jovens não temos tempo e muito menos paciência para assistir um anime de mais de 26 episódios com enrolação no meio.. A gente quer ação, e logo, e agora. É a tal da geração Z que falavam por aí..
    E eu sempre tento assistir pelo menos três episódios antes da super dropada, mesmo sabendo que a série é um provável desastre. Algo aprendido com Madoka. hueihuie ^^

  3. Achei interessante a sua visão, e posso dizer que concordo com 90% dela. Ter medo de ver algo simplesmente porque aquilo te faz sair da sua zona de conforto preconceituosa é nada mais que um atestado imenso de ignorância. E é muita verdade também que muitas pessoas hoje em dia tem a chamada “mania de velho”, e fica idolatrando coisas do passado simplesmente por elas terem feito parte de seu universo infantil e serem de uma época onde a mentalidade do público, dos autores e também o mercado em si eram completamente diferentes.
    Mas o que as pessoas não percebem é que se elas tivessem visto Toriko, ou algo moe como K-ON no lugar de DBZ quando eram crianças, o efeito hoje seria o mesmo; veríamos gente idolatrando essas obras e “descascando” as outras até não poder mais. É triste que muitos não percebam isso. Hoje em dia há coisas muito melhores que no passado, e vou dizer algo que nunca pensei dizer: Sou completamente indiferente com relação a One Piece, mas considero a obra infinitamente melhor que Yu Yu Hakusho, DBZ e Saint Seiya. Fanboys que me perdoem.
    Só acho que, diferentemente do passado, as coisas hoje são muito industrializadas, e muitos animes são feitos simplesmente como as novelas e os BBBs da vida são feitos por aqui: Coisas para agradar um público que não pensa e não entende obras profundas, e que gosta de algo diluído e de fácil compreensão, rejeitando qualquer coisa que os obrigue a refletir.
    Vamos logo admitir que toda época tem suas merdas, e que sempre garimpamos pra achar coisas boas.
    É isso aí. Ótimo post. Até mais e obrigado.

  4. O Ketsura é❤

  5. Texto muito bem escrito, Anier (a.k.a. Ketsura), realmente impressionante.

    E é isso aí mesmo que você mostrou, as pessoas não conseguem apreciar certos animes por puro preconceito ou por gostos pré-definidos, como pessoas com medo de mudar junto ao mundo e “vivem no passado”, como estes nostalgiafags que vemos por aí.

    Particularmente tenho preconceito mais com animes de card-game, já que para mim, Yu-Gi-Oh! foi o ápice deste gênero, porém, de um tempo para cá estava pensando em me arriscar a ver Cardfight Vanguard!, não tenho nada a perder mesmo, que mal tem?
    Já no núcleo mecha, adoro Gundam, Gundam-Gundam-Gundam-Gundam, Gundam Wing então, perfeito. Porém por eu gostar de Gundam, fico interessado em outros mechas, pensando: “Nossa, será que esse vai me surpreender assim como o dramático Gundam Wing fez?”. Essa curiosidade devia ser atiçada em todas as pessoas; viu um, porquê não ver outro? O máximo que pode acontecer é você ver um anime ruim, mas mesmo assim, por este anime ser ruim, você acaba refinando seu senso crítico.

    Mas um dos perfeitos animes que vi até hoje é Bakemonogatari, que as pessoas morrem para entender. Falas rápidas, legendas rápidas, as vezes você até pausa o video para poder prestar atenção, mas, por incrível que pareça, Bakemonogatari é um anime de COMÉDIA, sim, comédia! Só que não é uma comédia comum, está mais virado para um certo humor negro e masoquista/sadista (Senjougahara que o diga), porém também tem seu núcleo sério de mistério e sobrenatural, o qual é complicado de entender como um todo, pois o anime passa pedaços um pouco misturados, demonstrando que o autor quer que os expectadores entendam sua obra, se esforcem para tal para então sentirem uma certa satisfação ao conseguirem concluir o objetivo de entender o que se passa pelo mundo de Bakemonogatari (algo semelhante como zerar/fechar um game; zerei [PS2]Tales of Legendia em 73h40min, ótimo game, joguem!).
    Com isso, muitas pessoas tem preconceito com Bake/Nisemonogatari, já que não conseguem entender bulhofas por se tornarem um “otaku/otome zumbi”, o qual só suga os animes fáceis de digerir, mesmo que sejam ruins (meu, quem disse que IS é bom merece morrer, sério…).

    Parabéns por vosso texto, Sr. Anier, e que os próximos sejam bons como este!!

    [Merchandysing] Galera, se vocês curtiram o texto, divulguem, podem aparecer melhores por aí! o/

  6. Não concordo com muita coisa, Ketsura. Você cometeu alguns equívocos lógicos.

    Claro que ninguém vê as bombas do passado, mas não é isso que impede que o melhor de uma época esteja acima daquilo que fazemos de melhor hoje. Os que eram bom antes foram muito melhores do que o que se salva hoje. Eu não preciso ver toda a porcaria que o cinema americano produziu anos 70 ou 40 para saber que esses foram momentos muito mais brilhantes do que a produção atual. Não dá pra colocar Madoka no mesmo patamar de A Lenda de Kamui, como não dá pra colocar o Diabo veste Prada no mesmo patamar de Apocalypse Now ou Cidadão Kane. É verdade ,deve existir algum idiota que viu 2 animes dos anos 70 e generaliza como se todos fossem igualmente bons, mas não tome o todo pela parte.

    Outro ponto, anime deve ser sempre pensado levando o público japonês em conta, pois é para ele que os títulos são concebidos. Nós, ocidentais, podemos não gostar de mecha (ainda que tokusatsu e Power Rangers tenha feito muito sucesso), mas lá era a coisa mais mainstream que existia, foi um dos motores de popularização e rentabilização da indústria japonesa. O moe é um gênero alienígena INCLUSIVE PARA OS JAPONESES!! Ele é concebido para um nicho gastador, que são os otakus, mas o japonês comum também não gosta disso, e não é a toa que os animes perdem progressivamente público para os doramas e vê sua rentabilidade definhar ano após ano.

    Evidente que o moe não é O culpado, mas ele é um dos protagonistas da decadência, criativa e financeira desse segmento do entretenimento. Há problemas estruturais como os salários ridículos que afastam as melhores cabeças, a terceirização da produção, a crise econômica japonesa, mas o moe tem enorme contribuição no desenvolvimento desse câncer que, sim existe, e é assumido publicamente pelos executivos do ramo. Não que ele deva ser extirpado, mas jamais poderia ser força-motriz da indústria.

    Tem babaca que acha que tudo do passado é melhor, mas cuidado para não usar nostalgia como argumento para defender seu gosto.

    • Eu sei que tem equívocos, mas vamos parar pra pensar um pouco, pessoal já taxa o moe de cara como algo ruim, sendo que não é bem assim, o texto é pra criticar todos os lados.

  7. Primeiramente, adorei o texto e concordo com tudo o que você falou.

    Hoje em dia não se vai mais por gosto e sim por moda. Vemos muitas pessoas ae que falam mal de animes, mas assiste naruto. Ela sabe que naruto é um anime? Sim. Mas porque assiste? É moda. Não tô falando que naruto é ruim (embora em minha opinião seja), mas tem pessoas que assiste naruto só porque um amigo ou alguém da família está assistindo.

    Mudando de assunto. Anime Mecha… Eu assisti alguns que são realmente bons como Gundam Wing que é um anime ‘ótimo’. E como gostei de Gundam Wing, eu sempre espero um que posso me empolgar como eu me empolguei com ele (Break Blade) ou até mais! Por isso que temos que arriscar. Se não gostou, ou vai até o fim pra dá sua opinião e tal do mangá ou simplesmente dropa e vai assistir um anime que você goste.

    Em relação ao Moe não vou falar muito. Não vou mentir aqui e dizer que amo porque eu não amo. Mas eu odeio? Não. Eu fico falando mal de moe por ae? Não. Por que? Porque existe uma coisa chamada respeito. Se você não gosta daquilo, você simplesmente para de assistir e não fala mal porque existe pessoas que gostam.

    E as pessoas que acham que as coisas de antigamente é melhor que as de hoje… Poha. Claro que existe coisas melhores, mas não é tudo. Eu prefiro assisti um Slam Dunk do que um Area no Kishi, mas também eu prefiro assistir um HunterxHunter (2011) do que um Uchuu Senkan Yamato. A questão é de gosto e como o meu amigo Ketsura falou ali em cima: GOSTO SE DISCUTI SIM!

    Enfim, quem leu até o fim esse comentário inútil, obrigado.

    Até a próxima.

  8. Doando um comentário aqui pra dizer que concordo com seu ponto de vista.

  9. Porra, falar o quê. Concordo com tudo. Sério, esse foi seu melhor texto, parabéns Ketsura. De verdade. Sua visão crítica em relação a algo tão “polêmico” como a opinião de cada pessoa (que na verdade, segundo você, um dos maiores motivos é a época) foi muito bem justificada e com vários exemplos, deu pra ver que realmente fez uma pesquisa e se esforçou para fazer o texto. De novo, parabéns.

  10. Acho que Vou Fazer o Mesmo que o Azuma-san! ~)

    Só que Diferente Dele, Eu Concordo em Parte, Com Relação Ao Texto.

    Concordo Completamente com a Parte do Gênero Mecha. Mas também Achei o Ketsura um Pouco Equivocado em Relação ao Moe, Mas isso é Outra História! ;D

    Ainda Assim, Ótimo Texto, Me Fez até Perde o Sono..(Mais um Dia sem Dormir, Viva! \o/)

    Depois desse Texto, Já to Até Baixando Princess Tutu.. Mas só vou poder ver depois que eu Re assistir Lovely Complex, Code Geass e Clannad. (Pois é, Ultimamente to Preferindo Re ver Animes que Eu Sei que Vão me Satisfazer, Do que Perder tempo Com Alguns “Câncers”, como Maken-ki e Highschool DxD.)

    Valeu Ketsura! \o/

  11. Gostei do texto , que nem o Kauê disse há alguns equívocos , mas também não concordo totalmente com o Kauê do mesmo jeito que não concordo totalmente com você Ketsura.

    Você fala pra revermos nossos conceitos no final do post , bem eu não preciso fazer isso, eu não sou lá a pessoa mais preconceituosa com animes, por conta disso parece que eu assisto e leio praticamente de tudo no que tange animes e mangás, essa RizyRizy falou uma merda colossal heim :X

    Não vou discutir sobre a industria dos animes atual , também não quero discutir gostos, eu tento respeitar a opinião dos outros , eu acho uma bosta quando você fala que gosta de algo e vem um carinha pra falar “isso é horrível” fico com vontade de mandar pra puta que pariu, eu estou ficando igual a essas pessoas, se você está no meio do lixo você pega um doença né , bem…
    Eu tento levar essas besteiras na boa, mas tem horas que não da pra ignorar…

  12. Eu vejo essa discussão sobre animes Moe como algo parecido com o q se discute sobre animes Slice of Life e animes de esportes…. “se vc já viu um, já viu todos os outros”… ou “anime desse gênero é tudo igual”. Esses animes não são todos iguais, todos sabem que existem grandes diferenças, então pq esse comportamento de q é tudo igual? É tudo uma questão de um pré-julgamento sobre determinados animes, pra não dizer preconceito.

    Opinião é pra se respeitar, e se uma pessoa gosta ou não gosta do anime… dane-se. Agora se é parar criticar um anime, desde que se argumente os motivos, não há mau nenhum em se fazer isso… Eu mesmo não gosto de dropar animes, mesmo não gostando do anime, mas faço isso simplesmente pra dizer q assisti até o fim, e rebater qqer argumento de q se vc não viu o anime inteiro, como pode criticá-lo.. (já ouvi mto desse argumento no meu ouvido)…

    Então digo isso, existem Animes moe bons e ruins, assim como tem Animes Slice of Life e animes de esportes bons e ruins… mas se a pessoa não assistir uma boa parte, tanto boas qto ruins, ou simplesmente querer conhecer esses animes, como que alguém pode opinar que tudo é ruim?? Bom, é isso, gostei do texto e continue assim…

  13. O problema não é um moe. O problema é a banalização do moe na industria japonesa. Hoje, eles se tornaram quase que reféns disso. MÃS, o grande vilão mesmo são os empresários e investidores. E também não é que estejam errados. Apenas seguem a lógica do mercado, onde é bem mais seguro investir no que virtualmente tem mais chances de te dar lucros.

  14. Há algumas coisas que concordo, há outras que discordo.
    É bem capaz de que moe já existia desde que o Japão foi inventado, mas isso provavelmente é o de menos porque ninguém nunca repara que no final viu coisa X ou Y justamente por conta disso (subjetivamente dizendo, “moe” é algo totalmente relativo, p/ alguns “moe” é ver pancadaria e sangue (LOLZOR), p/ outros, personagens “fofos” e assim por diante).
    Mudando um pouco de assunto, achei legal foi a primeira (série de) imagem(ns) (BTW, eu gostei mais do traço dos anos 70, o dos anos 90 toma couro até do período Edo LOL).
    E, voltando novamente ao assunto, eu sinto falta dos animus de 26 episódios (uma espécie em extinção, IMO), embora os de 13 episódios sejam ideais p/ a época atual (se a primeira temporada for um desastre, só não ver a segunda LOL), em que cada coisa nova vira uma espécie de tentativa (seja p/ vender mais manga, seja p/ ter uma segunda ou mais temporadas) e no final quase tudo é meio parecido (as últimas temporadas, pelo menos de 2010 p/ cá andam sendo meio assim, com uma ou outra exceção) e as diferenças só aparecem no final (o que é bem executado é considerado bom, o que não é, é ruim, mas com pouca diferença entre o pior e o melhor).
    Também sinto um tanto de falta de animes mecha e sci-fi (na verdade, sinto falta de diversificação nas temporadas recentes, não muito atoa que os melhores por temporada acabam sendo aqueles que são mais diferentes que a “média”), e que acaba me fazendo ver de tudo p/ saber o que pode me surpreender (mesmo sendo algo pra lá de repetido, o que é bem feito, bem executado acaba sendo satisfatório), mas, ao mesmo tempo, é o que me faz discordar da opinião de um monte de gente, inclusive do autor do texto, só alguns exemplos de 2011: Fractale é uma boa idéia, pessimamente executada, Nichijou é o tipo de anime que muitos odeiam (em teoria, eu estaria fora dessa turma, mas a coisa foi tão ruim p/ mim que acabo tendo de concordar com quem não gosta, embora seja uma das poucas exceções dentro do gênero), IS é uma porcaria (assistível, por motivos que nem eu entendo), Steins;Gate foi surpreendentemente agradável (isso porque é do gênero que ando bem cansado de ver, e também não me agradou totalmente, teve pelo menos uns 5 episódios que eu teria pulado), embora o melhor “moe” de 2011, na minha opinião, seja Ikoku Meiro no Croiseé (btw, ainda não terminei de ver, culpa de eu sempre querer deixar o melhor pro final).

  15. É verdade, e triste dizer que é verdade sobre esse preconceito moderno. Não só comigo isso acontece mas com várias pessoas que conheço.

    Normalmente eu avalio se o anime vale a pena ver se nos primeiros 5 episódios eu curtir, se não já pulo pra outro e assim vai~

    Muitas vezes o motivo da pessoa não pegar uma série assim que não é de seu gênero favorito e quer só ver se é bom, é a paciência – alguns são menos tolerantes e outros são mais, vai de cada um.

    Sobre discutir gostos, isso vai de uma relevância enorme… então só comento mais do que curto e acho “foda”.

  16. Muito bom o post! Continue assim (:

  17. Eu também concordo com a sua visão. Primeiro sobre os animes de hoje serem mais curtos, é interessante, chuto afirmar que Fairy Tail foi o ultimo a estrear que passou os 26 episódios, lá em 2009. Claro que FT não é um anime “normal” e está aí pra enfrentar os da Jump, mas mesmo assim.

    Agora eu peguei InuYasha pra matar a saudade e acompanhar a história na sequência, e com toda certeza ficaria insatisfeito se ele fosse curto, tipo uns 50 ~ 80 eps, mesmo sabendo que tem umas 2 sagas fillers no meio dos 167 episódios.

    Em 2011 eu resolvi ver Steins;Gate sem saber de que se tratava lá pra Setembro e foi uma bela surpresa, pra mim o melhor do ano junto com Nichijou.

    Aí decidi começar Madoka Magica por causa do hype que teve, só vi o primeiro ep até agora e não me agradou, mas ainda não dropei, talvez eu me surpreenda, não é?

    Quanto ao moe, não acho que seja um fator determinante pra uma série ser boa ou ruim, eu adorei K-ON mas dropei Idolm@aster no 3º ep, e não vejo nenhuma incoerência nisso.

    E hoje, lendo aqui o Planeta do Moe, me empolguei a começar Kill me Baby, assisti o primeiro ep e já acho que tanto esse quanto Danshi Kokousei no Nichijou serão ótimos substitutos para o Nichijou de 2011 que eu gostei demais.

    Eu acho que o ponto é o que o Panino Manino comentou, se o anime já lhe agrada pelo gênero e é bem produzido, você vai gostar independemente se são 12 ou 167 episódios e não vai achar uma perda de tempo.

    • FT nem é o último que tem mais de 26 episódios, em 2011 saiu pelo menos Beelzebub e Sket Dance que tendem a ser “infinitos”, assim como o Gintama’ e o Hunter x Hunter novo. E em 2012 provavelmente mais alguns (Precure, que todo ano sai uma franquia nova com seus quase 50 episódios e provavelmente algum desses infantis desconhecidos feitos p/ vender brinquedo também).
      Inuyasha não tem só os 167 episódios iniciais, tem também os 26 episódios do Kanketsu-hen que encerram o anime (na boa, deveriam ter feito a série inteira da forma que fizeram o Kanketsu-hen, aliás, isso deveria ser norma em qualquer adaptação de manga da Takahashi Rumiko).
      Aliás, falando em dropar anime, isso é algo que raramente lembro de fazer (tirando motivos fortes como não conseguir baixar depois de um tal episódio), sempre fica uma dúvida em saber se foi uma boa decisão ou não (nessas horas, ter 12 ou 13 episódios facilita bem), muitos animes top começam chatos e ficam maravilhosos (ainda não terminei de ver o Idolm@ster, mas já digo que demora 12 episódios pra apresentar as personagens, só depois disso que “começa” algo pra valer, embora isso nem sirva de exemplo, talvez o melhor seja os 12 Reinos também conhecido como 12 Kokuki ou Twelve Kingdoms, em que tem os 6-7 episódios iniciais terríveis e depois disso algo épico).

      • É verdade, errei feio no chute! E olha que assisto o novo Hunter, pra mim é tão natural que eu nem me toquei que ele deve ser infinito, to gostando muito. Mas Precure eu não conheço, acho que nunca ouvi falar.

        Quanto ao Kanketsu-hen eu já sabia, mas não contei com os 167 eps pq estava falando mais de animes antigos na hora. Aliás também os quatro filmes né. Não entendi quando vc disse que todos os mangás da Rumiko-sensei deveriam ser como em Kanketsu-hen, mas devo descobrir quando chegar lá. Pq Ranma 1/2 eu só estou lendo o mangá, peguei o primeiro ep pra ver mas não consegui, talvez por ser mto antigo ou principalmente por eu não conseguir aceitar que Ranma na versão mulher é ruiva.

        Eu também não tinha costume de dropar animes até pouco tempo atrás, mas aí fui assistindo cada vez mais animes e alguns foram ficando meses parados, aí eu pensava e ver, lembrava de como tava a história e aí desanimava, como foi com Idolmaster e Azumanga Daioh. Esses foram os únicos que dropei em mais de um ano, o penúltimo foi Naruto que cansei do nada lá em 2008 assim que cheguei no Shippuuden, depois de ter visto todos os 220 eps com todos os fillers, vai ver foi culpa deles.

  18. Gostei do texto poderia ser mais objetivo, sou considerado um old school pois assisto anime desde os anos 80, era da época que os otakus (que nem eram chamados assim) se reunião para trocar VHS (acho que algumas pessoas vão usar o google pra descobrir o que é VHS kkkk).

    Na boa sem papo de velho, sem essa de “na minha época” a verdade é que: o que antes era um tipo de arte/entretenimento virou um mercado grande.

    Anime não está mais ai para passar uma mensagem (como GTO ou Golden Boy que apesar de cenas ecchi e fanservice te deixam com aquela senssação “cara eu preciso ser como eles”)

    Animes hoje em dia só servem como golpes publicitários vejo animes (a grande maioria) hoje em dia como comerciais de cerveja um bando de babaca reunido olhando para bunda e peitos no meio de uma festa sem pé nem cabeça com uma piadinha sem graça no final.

    A realidade é otakus cresceram, agora eles tem empregos e dinheiro e a industria dos animes querem seus trocados vendendo de tudo.

    A verdadeira origem do anime se perdeu, não existe mais anime que passe uma mensagem legal, que marque uma época, ou que seja visto como uma arte.

    É tão ruim a situação dos animes que eu um cara que já viu de tudo (desde Lodoss War a Hantaro) está decepcionado com o mundo dos animes. Já era difícil achar algo bom agora é quase impossível, ano passado de todas as temporadas apenas um anime se salvou na minha lista.

  19. Puta merda eu gostava de animes, mas os de hoje em dia são todos ecchi e os personagens masculinos tem cara de menina. É realmente frustrante procurar bons animes hoje em dia.

    Essa geração redes-sociais e mentes vazias já deu o que tinha que dar. Égua diabo!

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